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Design Thinking: como aplicar esse conceito na advocacia

2 de março de 2021
design thinking

Nós já apresentamos, em outra oportunidade, o conceito de Design Thinking – uma metodologia científica inovadora que se dispõe a resolver problemas de forma criativa e empática. O foco de seu resultado, vale ressaltar, está nas pessoas e na entrega de valor real. No Direito, essa metodologia é chamada de Legal Design Thinking.  

Nesse contexto, a ideia é trazer as soluções do design para aplicações legais. Ou seja, resolver qualquer tipo de problema através da metodologia de design – que não se atende apenas a parte estética, mas o pensar diferente e a arquitetura da solução. Por isso, é preciso uma linguagem que se aproxime do destinatário da informação, não do remetente. 

Então, a aplicação do Legal Design Thinking pode ocorrer a partir da otimização de documentos, por exemplo, ou trazendo um resumo antecipado para evitar dúvidas e interpretações errôneas. Como resultado, a prestação dos serviços jurídicos passa a atender melhor o seu destinatário final. 

A seguir, conheça mais sobre como aplicar esse conceito no Direito. 

Como aplicar o Legal Design Thinking  

O Legal Design Thinking tem como objetivo tornar os departamentos jurídicos mais eficientes e produtivos. Isso significa explorar, experimentar e pensar fora da caixa. Dessa forma, o intuito é avaliar um problema que envolve o relacionamento entre advogado e cliente, detalhe por detalhe, pensando maneiras criativas de solucioná-lo e desenvolvendo as ferramentas necessárias para tanto.  

Isso inclui usar e abusar de inovações tecnológicas como inteligência artificial, data science e data analytics, como as soluções da Deep Legal. Mas também existem alguns passos simples que podem transformar o mindset dos profissionais dos departamentos jurídicos, facilitando a aplicação do Legal Design Thinking.  

Conheça essas etapas:  

Entendimento  

Sugerir e criar melhorias só são possíveis após a compreensão do problema a ser resolvido. Para tanto, é preciso colher todos os dados disponíveis sobre determinada situação e analisá-los com um olhar criativo.  

Observação  

É a etapa da empatia, quando se entende qual é a necessidade das partes envolvidas. Gestores podem apostar em brainstorms com todo o time do jurídico, de modo a trazer mais insights e diferentes perspectivas sobre a situação.  

Imersão  

É o momento de convergência do pensamento. Os dados, as observações e as informações levantadas devem formar um fechamento, ou seja, deve ter um consenso no projeto.  

Ideação  

É a parte em que o ponto de vista resulta em ideias. O projeto se direciona para as soluções possíveis, transformando as ideias em direcionamentos.  

Prototipagem  

Neste momento, as ideias saem do papel e são avaliadas quanto a sua eficácia na solução de um problema. É a fase de unir propostas, refinar conceitos e colocar a mão na massa. Assim, validando as ideias geradas na fase anterior e criando uma versão inicial da solução.  

Teste  

Nesse momento, o protótipo é testado e aprimorado para sua versão final. Nem sempre o projeto pode atingir o sucesso logo na primeira tentativa. Se isso ocorrer, é possível aperfeiçoar o projeto até que ele gere o resultado esperado.  

Iteração  

Momento de absorver os feedbacks disponibilizados até a etapa de testes. Ainda é possível ser flexível e adaptável para voltar em etapas do caminho e refinar as soluções para elevá-las a um próximo nível. 

Exemplos de aplicação do Legal Design Thinking 

Comunicação entre clientes e profissionais

Na atividade jurídica, existem dois principais stakeholders: os clientes e os operadores do Direito. Neste ponto, a aplicação do Legal Design Thinking é encontrar a melhor forma para eles trabalharem juntos. Para isso, o processo deve ser pautado pela empatia, acolhimento e compreensão. Sendo assim, entender questões como interesses e necessidades do cliente aumenta o poder do advogado para tomar decisões mais estratégicas e inteligentes. Além disso, os clientes se sentirão mais atendidos em suas necessidades.

Otimização de documentos  

Muitos setores jurídicos também vêm utilizando o Legal Design Thinking para otimizar documentos, como contratos, por exemplo. Então, ao invés de entregar para o cliente um arquivo extenso e repleto de linguagem jurídica, a informação pode ser mais resumida, visualmente atraente e compreensível. Afinal, nem sempre é um profissional do direito que vai analisar aquele relatório.  

Crédito: Poliane Almeida

Softwares jurídicos 

Quando pensamos em soluções que facilitam a vida dos profissionais de Direito, é inevitável pensar nas Lawtechs. Afinal, muitas delas utilizam tecnologias para otimizar processos e resolver o problema do destinatário final do serviço, como inteligência artificial, data science e data analytics, como as soluções da Deep Legal.

Então, contar com um software jurídico específico para analisar dados de forma mais eficiente para identificar pontos de melhoria do dia a dia do advogado é um ótimo pontapé inicial para aplicar o Legal Design Thinking. Afinal, a automação garante mais assertividade e eficiência para o setor jurídico. 

Por isso, agende uma demonstração e torne seu departamento jurídico ainda mais direcionado para o sucesso.