Data Driven, Inovação, Transformação Digital

Entenda o papel do engenheiro de dados na inovação tecnológica da advocacia

13 de abril de 2021
engenheiro de dados trabalhando em um computador

Precisamos de uma geração de advogados capazes de desenhar, desenvolver, entregar e manter os sistemas que substituirão as velhas formas de trabalhar. Precisamos de uma geração de engenheiros legais.  


Richard Susskind

O professor britânico Richard Susskind acertou em cheio quando, no livro intitulado Tomorrow’s Lawyers (2013), afirmou que a prática jurídica está cada vez mais dependente da tecnologia. Na obra, o autor sugeriu que os serviços jurídicos serão impraticáveis sem estruturas tecnológicas. 

De fato, diante dessa mudança, o engenheiro de dados — profissional já essencial para outros ramos profissionais — também ganhou grande relevância para a área jurídica. Sua função é comumente confundida com a do cientista de dados, mas apesar de andarem de mãos dadas, existem grandes diferenças entre os profissionais dessas áreas.  

Resumidamente, o engenheiro de dados é o responsável por levantar os dados e o cientista é quem analisa essas informações coletadas. Sendo assim, na área jurídica, esses profissionais podem lidar com jurimetria (dados estatísticos) e outros dados analíticos (tendências, performances,  anomalias, etc). Para isso, é preciso conhecer conceitos e aplicações de Análise de Dados, Big Data, Business Intelligence e Inteligência Artificial. 

A seguir, conheça mais sobre as funções de um engenheiro de dados e como elas são aplicadas no Direito para garantir que o trabalho do advogado seja mais ágil e preciso. 

O que faz o engenheiro de dados  

Em linhas gerais, o engenheiro de dados é o profissional responsável por gerenciar, otimizar, supervisionar e monitorar a recuperação, armazenamento e distribuição de dados. Então, por ser capaz de desenvolver algoritmos para tornar esses materiais brutos em informações úteis, essa função exige um conjunto significativo de habilidades técnicas. Entre elas, conhecimento do design do banco de dados SQL e das várias linguagens de programação.  

Assim, um engenheiro de dados pode fazer diversas atividades como:  

• Construir aplicações de larga escala SaaS (Software as a Service); 

• Construir e customizar aplicações Hadoop e MapReduce; 

• Definir e construir bancos de dados relacionais com arquitetura distribuída para processamento de Big Data

• Extrair, transformar e carregar (ETL) informações de um banco de dados para outro.  

Como o engenheiro atua na advocacia 

Na área do Direito, o engenheiro consegue, por exemplo, otimizar a recuperação de dados, bem como desenvolver dashboards, relatórios e demais visualizações simplificadas dos processos judiciais. Nesse caso, seu objetivo é garantir a facilidade de entendimento de cada etapa processual, tanto para os próprios advogados quanto para seus clientes. Por fim, ele abre caminho à geração de insights para a solução dos litígios.  

Importante frisar que a atuação do engenheiro de dados ocorre de forma complementar com a do cientista de dados e do advogado. Afinal, é necessário alguém que transforme dados brutos em informações, para que então um cientista possa analisar e, finalmente, o advogado atuar da melhor forma com seu conhecimento técnico. Portanto, além de conhecimento técnico, algumas soft skills também são essenciais para o engenheiro de dados. Um exemplo é a habilidade de comunicação para entender e reportar os insights que os líderes de negócios desejam extrair do Big Data. Dessa forma, o engenheiro consegue auxiliá-los a usar os dados coletados.   

A utilização de dados nos serviços jurídicos 

Como já falamos, trabalhar com análise de dados é um diferencial competitivo para os advogados. Então, essa junção entre Engenharia de Dados, Ciência de Dados e Advocacia permite que uma empresa seja capaz de prever e analisar situações que podem fazer a diferença no futuro do negócio. E isso vale para processos internos e externos — ou seja, auxilia desde a organização financeira, contábil e processual até o relacionamento com os clientes. Diante dessa realidade, outras tendências surgem, como contar com ferramentas de Legal Analytics. Para informações mais detalhadas, sugerimos a leitura do artigo Como os dados podem ajudar o setor jurídico?.