Data Driven

Maturidade em data driven passa por empoderar

24 de junho de 2019

Atingir maturidade em uma cultura de gestão orientada a dados ainda é um desafio para as empresas brasileiras, que depende de uma mudança de mindset, tanto entre as lideranças, quanto entre os liderados, para ser superado.

A definição é do Gartner, e vai em linha com o cenário atual da maioria das empresas, de todos os portes, do país, segundo análise de Douglas Scheibler, especialista em Business Intelligence e Business Analytics e CEO da BIMachine.

“Mesmo entre as grandes companhias, ou entre aquelas que já investem há algum tempo em tecnologias como BI, BA e Big Data, o conceito data driven ainda não é totalmente maduro e está mais na esfera do desejo do que da realização”, afirma Scheibler.

Para evoluir este quadro, o executivo sugere que cada área de negócio esquadrinhe suas demandas, capacidades e defina sua própria estratégia de ação e gestão com foco em dados.

“Pode parecer um tanto radical, mas, no fundo, é bastante prático. E, o melhor: provê um conceito de liberdade para o usuário que é, sem dúvida, a ignição que muitas organizações precisam para crescer em inovação”, avalia o CEO.

O Gartner recomenda que todas as áreas de negócio enxerguem Data e Analytics como fatores críticos para a tomada de decisões – ou mesmo para a orientação de tais desígnios junto a superiores.

Do ponto de vista da tecnologia, se cada departamento tiver a liberdade para trabalhar com os dados que possui em relação às demandas com que convive e com os planos/ações que precisa definir, o resultado será uma empresa mais produtiva no geral, com foco melhor direcionado a seus mercados-alvo e maior garantia de assertividade nas decisões finais.

Para tanto, segundo Scheibler, é preciso, em primeiro lugar, dispor de ferramentas que possibilitem o exercício de tal liberdade. O especialista defende que de nada adianta imbuir equipes de uma cultura orientada ao uso dos dados se estes mesmos times não conseguirem extraí-los, organizá-los, analisá-los.

Indo nesta linha, um BI ou BA que dependa da TI para extração ou geração de todo e qualquer dashboard, gráfico, painel ou outro material afim não trará evolução, já que voltará as empresas a um modelo engessado que já está ultrapassado.

“Trata-se não apenas de dar recursos tecnológicos aos colaboradores e aos departamentos: é preciso ir além e dar-lhes também poder. Empoderar o usuário é o mote da tecnologia atual, que está realmente comprometida com os resultados de negócio”, analisa o CEO.

Não por acaso, a já citada análise do Gartner descreve o cenário atual, de imaturidade em relação ao uso de dados nas corporações, como um quadro de erros, repetições, retrabalhos e atrasos em todos os processos corporativos.

Um cenário que pode ser mudado, mas a mudança requer transformar o mindset do simples fornecimento de soluções para um mais complexo – e muito mais produtivo – envolvimento de todos com tais ferramentas.

“Analisar, entender, propor, melhorar: todas estas são tarefas que precisam fazer parte do cotidiano das equipes de uma empresa, sejam elas de que setores forem. O uso virtuoso de dados, bem como o poder para fazê-lo, precisa se tornar rotina geral para que os ganhos de negócio também se tornem”, salienta o especialista.

Fonte: InfoChanel