Analytics, Data Driven

O futuro é analítico

18 de fevereiro de 2019
futuro analitico

Ligia Galvão

Já que os sistemas estão fazendo o trabalho mais pesado e entediante, para os humanos sobrou a tarefa mais importante e mais difícil: analisar.

“Vivemos em um mundo inundado de dados”! Não há nada de novo nesta sentença e talvez você já esteja até entediado com esta afirmação. Grandes revistas já discutiram este assunto em matérias de capa. Não há como esquecer a capa de 2010 da revista The Economist com a chamada “The data deluge” (O dilúvio de dados, em tradução livre) ou a Harvard Business Review, que em 2012 apresentou a matéria “Getting control of Big Data” (Obtendo o controle do Big Data, em tradução livre).

A verdade é que os dados sempre fizeram parte de nós como sociedade e as empresas tomaram e continuam tomando suas decisões baseadas neles. Mesmo que por muitas vezes estes dados tenham sido imprecisos, estado desatualizados ou retratado apenas uma amostra da população, organizações de todo o canto do mundo usavam eles para criar algum raciocínio lógico que suportasse a decisão dos executivos. A espécie humana evoluiu através de cálculos, medições e contagens.

Mas o que mudou de lá para cá? Três coisas impactam esta mudança:

1.A capacidade de processamento de nossos computadores.

Em 1994, o computador mais rápido não chegava a 1 giga flops/s e atualmente ele passa dos 100 peta flops/s. Não há mais a necessidade de os departamentos disponibilizarem um computador dedicado 24 horas por dia na exclusiva tarefa de processar a base.
Flops = Operação ponto flutuante por segundo.
Fonte: IME-USP

2. A Inteligência Artificial se torna uma realidade para as empresas.

Já em 1956, John McCarthy se dedicava a produzir máquinas inteligentes. A dedicação dele e de outros cientistas ao longo dos anos fez com que especialistas afirmassem que até 2050 a inteligência das máquinas se igualará a dos humanos.

3. Acesso a internet

Segundo o Statista, mais de 3,6 bilhões de pessoas tem acesso à internet atualmente. Esse número representa um crescimento de 249% em relação ao ano de 2015. Diariamente este número da população compartilha suas informações, compra produtos, envia mensagens, compartilha opiniões, entre outras inúmeras tarefas no mundo virtual. É muito dado disponível on time

Estas evoluções nos permitiram processar grandes volumes de dados em tempo real e até predizer as próximas ações dos clientes. Conseguimos unir todos os estudos da estatística e levar todos os cálculos para outro patamar. Agora temos o poder de processar e analisar dados em tempo real, no mundo on-line ou off-line. É como Jim Sterne afirma no livro Artificial Intelligence for Marketing:

“Artificial intelligence is a machine pretending to be a human. Machine learning is a machine pretending to be a statistical programmer.” (A Inteligência Artificial é uma máquina que finge ser humana. O Machine Learning é uma máquina que finge ser um programador estatístico – Em tradução livre).

Já que os sistemas estão fazendo o trabalho mais pesado e entediante, para os humanos sobrou a tarefa mais importante e mais difícil: analisar. Com todo este volume de dados circulando nas empresas e sistemas poderosos para interpretá-los, as empresas continuam com o grande desafio de analisar e tomar decisões baseada em dados, como os grandes executivos de anos atrás. Quantidade de dados em nada impacta na nossa capacidade de analisar. As empresas não se tornam mais analíticas porque agora estão com mais dados a sua disposição. Na verdade o contrário está acontecendo, pessoas não estão conseguindo contar histórias através dos dados ou tomar uma decisão justamente pelo motivo de agora este volume de bases ser muito maior.

Fonte: Portal Administradores

Escrito por: Ligia Galvão