Transformação Digital

Entenda a importância das soft skills na transformação digital jurídica

16 de março de 2021
Soft skills: pessoas-com-roupas-casuais-inteligentes-estao-discutindo-assuntos

A transformação digital já deixou de ser novidade no ambiente corporativo, inclusive no setor jurídico, que vem incorporando cada vez mais soluções de Machine Learning e Big Data para auxiliar o dia a dia do advogado. Nesse sentido, largaram na frente aqueles que abraçaram a Advocacia 4.0, especialmente após o surgimento de lawtechs e legaltechs. Como resultado, esses profissionais que já integram tecnologias m sua atuação tiveram aumento de performance e produtividade. 

E engana-se quem pensa que a tecnologia prejudicou ou vai até extinguir o trabalho do advogado. Porém, um ponto importante de atenção é que ela levanta ainda mais a necessidade de equilíbrio entre os seres humanos e a tecnologia. 

Sendo assim, quais habilidades são necessárias no mercado jurídico e o que será exigido ainda mais dos advogados, especialmente no pós-transformação digital? Continue a leitura e entenda mais sobre o que chamamos de soft skills ou habilidades comportamentais. 

Transformação digital x soft skills 

Nossa sociedade vive em constante evolução e, no decorrer de nossa história, consegue-se observar os impactos que as novidades tecnológicas trouxeram nos relacionamentos e nas formas de trabalho e negócios.  

Atualmente, vemos que o profissional do amanhã está atento às mudanças e sabe que precisa desenvolver competências comportamentais que irão elevar os seus serviços a outro patamar. Sendo assim, o conhecimento técnico (ou hard skill) não é mais suficiente. Logo, o que diferenciará os profissionais são as soft skills, habilidades particulares que envolvem aptidões mentais, sociais e emocionais.  

Segundo o Fórum Econômico Mundial, algumas dessas habilidades humanas são consideradas determinantes para o sucesso profissional. Inclusive, esse tema regeu a pauta do encontro do ano passado, em Davos, na Suíça. Nele, foi divulgado o relatório “Futuro do Trabalho” cuja lista, se comparada à de cinco anos atrás, valoriza muitas habilidades antes classificadas com menor relevância.  

A criatividade, por exemplo, que ocupava a última colocação dentre as habilidades, agora está em terceiro lugar na lista. Portanto, esse atributo exclusivamente humano é mais cobiçado do que nunca na era dos robôs. Já o Controle de Qualidade e a Escuta Ativa saíram da lista e deram espaço para Inteligência Emocional e Flexibilidade Cognitiva enquanto atributo profissional desejável. 

Competências cruciais segundo o Modelo Delta 

Como vimos, com a transformação digital, a mentalidade tradicional se distancia da sociedade em formação e pede por novos princípios, com foco na humanização. Então, como o Direito é uma Ciência Social Aplicada, isso significa que, se o mundo muda, o Direito também será afetado.  

Nesse sentido, a ex-Vice Decana de Direito e Tecnologia na Northwestern School of Law, Alysson Carrel, criou o Modelo Delta. Conforme esta abordagem, o advogado precisará dominar três áreas de competência cruciais para o sucesso profissional: a Lei, o processo e as pessoas. 

Segundo a professora, este modelo reconhece que os profissionais de Direito devem começar com uma base de profundos conhecimentos e habilidades jurídicas. Porém, o mercado exige também que eles reconheçam o poder da otimização de processos por meio de dados e da tecnologia. Além disso, o desenvolvimento de habilidades como inteligência emocional e comunicação efetiva – que já são importantes hoje – serão fundamentais para advogados, conforme Carrel. Afinal, é esse último grupo de habilidades que os diferencia de uma máquina.  

Legal Analytics na advocacia do futuro 

Para que essa nova realidade se instale com sucesso, tendo o equilíbrio perfeito entre tecnologia e humanização, é fundamental que os gestores se abram para um mindset inovador. Nesse sentido, ainda segundo o Modelo Delta, o Legal Analytics complementa a expertise jurídica e as habilidades interpessoais do profissional de Direito para se manter competitivo.  

Afinal, passando a analisar um grande volume de informações em poucos segundos, é possível que o advogado tenha uma nova perspectiva de temas que já dominava. Ou seja, o uso de ferramentas de análise de dados jurídicos como as da Deep Legalproporciona mais tempo para o profissional focar em outras habilidades, como o desenvolvimento de soft skills.  

Para entender mais sobre como o uso de Legal Analytics pode ajudar o seu negócio, leia o artigo Como os dados podem ajudar o setor jurídico? e tire suas dúvidas.